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Faça um upgrade no seu home theater
Publicada em 23/09/2012

Com a rapidez dos avanços tecnológicos, a todo instante surgem novidades que tornam nossos aparelhos... não, "obsoletos" é uma palavra muito forte; vamos dizer "desatualizados". Sim, esse sempre foi um processo inevitável, por mais que doa no bolso. Novos recursos são acrescentados a cada geração de produtos, e os hábitos das pessoas também mudam constantemente.

O problema é que, em áudio e vídeo, nem sempre atualizar significa melhorar. Um receiver ou Blu-ray mais moderno, por exemplo, pode não proporcionar maior fidelidade de som e imagem. Porém, pode ter certeza: irá permitir o uso de tecnologias mais avançadas e sua integração com outros equipamentos, o que é muito bom.

Mas, quais aparelhos e acessórios podemos agregar para, de fato, dar um upgrade no sistema? Quando é a hora certa de trocar? Como saber se tal produto é compatível com outro? Questões como essas são feitas frequentemente por nossos leitores. Muitas das respostas estão em nossas edições anteriores. Aqui, vamos tentar sintetizar os aspectos mais decisivos para melhorar o desempenho dos itens básicos de um home theater: TV, Blu-ray player, receiver, caixas acústicas.

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TV

Design mais sofisticado, resolução de imagem mais alta, maior número de conexões e menor consumo de energia são algumas das melhorias pelas quais passaram os televisores nos últimos anos. Dessas inovações, a mais importante é a alta definição, identificada pelos TVs Full-HD (1080p). São os que captam toda a riqueza de cores e nitidez dos filmes em Blu-ray e também das dezenas de emissoras, entre fechadas e abertas, que transmitem sua programação HD (1080i).

Quem for comprar um TV novo irá encontrar modelos com três ou até cinco entradas HDMI, a conexão ideal para imagens de alta definição. Quanto mais, melhor: você vai poder ligar, ao mesmo tempo, um player Blu-ray, um receptor de TV paga HD, um videogame também HD e até uma câmera que grave em alta definição. Há ainda os TVs com entrada USB, que serve para conectar dispositivos portáteis, como notebooks, smartphones e até pen drives.

Alguns fabricantes estão incorporando aos seus TVs um gravador interno, o chamado DVR (Digital Video Recorder). Se você gosta de gravar seus programas favoritos, esse é um recurso muito útil: basta ligar ao TV um dispositivo de memória externo (também chamado HD, de hard drive), e as gravações ficarão armazenadas ali - existem HDs de 500 Gigabytes e 2 Terabytes, o que é suficiente para dezenas (ou centenas) de horas de gravação, inclusive em alta definição.

Além do acesso à internet, muitos TVs já vêm com facilidades para ser integrados a redes sem fio. O protocolo DLNA, por exemplo, permite se comunicar com um roteador (com ou sem fio) e reproduzir fotos, vídeos e músicas guardados em um computador ou celular. E também já existem televisores que podem receber imagens de outros aparelhos sem fio, através de um adaptador WiFi.

BLU-RAY

Se você foi um dos primeiros a ter em casa um Blu-ray player, certamente já percebeu que seu aparelho está defasado. Os modelos que inauguraram o segmento eram lentos para iniciar os discos e não permitiam explorar toda a potencialidade do formato. Hoje, quase todos são completos. Um avanço é a conexão LAN (RJ-45), para acesso aos extras dos discos na internet – função BD-Live. Basta ligar o player a um modem de banda larga e ele irá buscar esses conteúdos no site do filme (quando essa função estiver habilitada no disco). Vários players também acessam a internet e fazem atualização instantânea de firmware: toda vez que o fabricante adicionar algum conteúdo novo, este será baixado automaticamente pelo aparelho.

Os novos players também são, em geral, mais rápidos na reprodução dos discos. Antigamente, era comum um player travar na hora de acessar um menu mais elaborado, ou durante uma cena com muitos efeitos especiais. Isso é raro hoje em dia, graças às atualizações automáticas mencionadas acima.

Praticamente todos os players Blu-ray são compatíveis com os padrões mais sofisticados de áudio dos discos (Dolby TrueHD e DTS-HD). Os modelos top de linha dos principais fabricantes vão ainda mais longe: possuem um decodificador interno que converte o sinal de áudio. Assim, mesmo que você tenha um receiver antigo, poderá assistir a filmes em Blu-ray com alta qualidade sonora, com o áudio convertido para o padrão PCM multicanal.

A capacidade de comunicação sem fio (via DLNA) também está sendo incorporada aos novos players, assim como nos TVs. E nunca é demais lembrar que os modelos compatíveis com 3D são os mais avançados, pois possuem processadores de última geração e a conexão HDMI 1.4 (High Speed). Mais interessante ainda é que esses players caíram muito de preço nos últimos meses. Portanto, se tiver que trocar seu Blu-ray, dê preferência a um 3D.

RECEIVER

Com a chegada do Blu-ray, praticamente todos os receivers passaram a ter processadores Dolby TrueHD/Digital Plus e DTS-HD (Master Audio e High Resolution). Esses codecs são encontrados nos discos de alta definição e possuem qualidade superior aos tradicionais Dolby Digital e DTS. Tanto TrueHD quanto Master Audio têm a vantagem de comprimir os dados sem perdas, preservando as trilhas sonoras dos filmes e shows.

A variedade de aparelhos de áudio e vídeo com saída HDMI exige um receiver com mais entradas desse tipo. Os modelos com cinco ou mais terminais HDMI são mais avançados, de maior potência (e também mais caros). Uma solução adotada por alguns instaladores é o seletor HDMI. Esse acessório pode receber o sinal de duas ou mais fontes (há modelos com seis conectores), retransmitindo-o para qualquer entrada HDMI correspondente no receiver. Um inconveniente é que o chaveamento dos sinais precisa ser feito no seletor, e não no receiver, embora certos modelos tragam controle remoto e até comunicação com sistemas de automação.

Atualmente, a conexão HDMI está na versão 1.4 (High Speed), que atesta a compatibilidade com 3D. Caso você já tenha TV e Blu-ray player 3D e não planeje substituir o receiver por conta desse detalhe, a opção é conectar a saída de vídeo do player diretamente ao TV, sem passar pelo receiver. Desvantagem: perde-se o processamento das trilhas de áudio HD, a não ser que o Blu-ray possua duas saídas HDMI.

Se o seu receiver já não é mais nenhum "garoto", saiba que a nova safra dos principais fabricantes inclui recursos inexistentes até bem pouco tempo atrás. Exemplo interessante é a função multiroom com saídas pré-amplificadas de áudio, que permitem estender a sonorização para dois ou três ambientes distintos (dependendo do modelo).

Boa parte dos receivers atuais é capaz também de levar áudio amplificado para as caixas acústicas num ambiente secundário, dispensando o uso de um amplificador à parte. Alguns dispõem também de conexão de rede (com ou sem fio): é possível sintonizar rádios on-line (e ouvi-las pelas caixas do home theater, com muito melhor qualidade) e buscar fotos, vídeos e músicas armazenadas em computador, por meio do protocolo DLNA.

CAIXAS ACÚSTICAS

Quem acompanha as novidades em caixas acústicas sabe como a evolução nesse setor é menos visível, e mais audível. Embora atualmente haja caixas com design que lembram obras de arte, as mudanças privilegiam componentes internos, como drivers, crossover e cabeamento. Exemplo disso são materiais como polipropileno, fibra de carbono, alumínio e kevlar, que gradativamente substituíram a fibra de celulose aplicada nos alto-falantes antigos. Além disso, a construção dos gabinetes em madeira MDF, alumínio, plásticos ABS e outros materiais compostos minimiza ressonâncias (vibrações) e ajuda a proporcionar melhor sonoridade.

Ao trocar seu receiver por um modelo mais potente, esteja certo de que as caixas tenham capacidade de aceitar potências mais elevadas sem distorção ou danos aos falantes. As trilhas de áudio HD normalmente exigem das caixas resolução sonora e resposta em frequências mais precisas. E é bom lembrar que às vezes pode-se trabalhar com potências mais baixas, quando as caixas são de alta sensibilidade (acima de 90dB).

Nos últimos anos, surgiu uma grande variedade de modelos, dos tipos bookshelf, satélite (mais compactas) e torre. Por isso, é importante definir se você deseja priorizar a qualidade de áudio ou o visual do ambiente. Quem dá mais importância à decoração pode optar por caixas menores - que virtualmente desaparecem na sala - ou mesmo as in-wall (de embutir na parede) ou in-ceiling (teto). A qualidade destas melhorou bastante.

Num sistema de home theater é possível trocar somente as caixas frontais, ou apenas as traseiras, conforme a necessidade. Por isso, se seu orçamento não comporta substituir todo o conjunto, convém analisar - de preferência junto com um profissional da área - essa possibilidade. As frontais devem ser trocadas quando se percebe que, mesmo utilizando discos Blu-ray, o som dos filmes não tem impacto.

Já para quem busca maior envolvimento nos canais surround, a melhor solução está nas caixas dipolares – com dois conjuntos idênticos de falantes montados em lados opostos do gabinete. Esse tipo de caixa foi desenvolvido para criar maior ambiência, através da propagação difusa dos sons, o que é importante nos canais traseiros, onde se concentra parte dos efeitos sonoros dos filmes.

Um detalhe fundamental quando se fala da troca das caixas acústicas é a compatibilidade. Misturar marcas diferentes é um risco, pois vale muito a similaridade de timbre. As caixas frontais e central devem sempre ser da mesma categoria, caso contrário dificilmente se consegue manter o equilíbrio tonal e o envolvimento.

Geralmente, os bons fabricantes possuem linhas de caixas destinadas à melhor combinação. Vale muito, aqui, a consultoria de um profissional experiente; e, em última análise, um teste prático, que você mesmo pode fazer no showroom de uma boa loja especializada.

Por fim, para melhor aproveitamento do impacto dos filmes, o subwoofer do sistema deve ser ativo (com amplificador próprio) e ter potência de no mínimo 150W RMS; recomenda-se também alto-falante a partir de 8”, caso o ambiente tenha dimensões de 15m2 ou mais. Modelos top de linha, normalmente maiores e pesados, possuem resposta mais precisa nas frequências próximas a 20Hz, o que se traduz em graves rápidos e profundos. Se você percebe que os graves de seu sistema estão ficando abafados e "sem peso", deve estar na hora de procurar um novo sub.

HOME THEATER IN-A-BOX

Embora sejam práticos e fáceis de instalar, os sistemas chamados HTB ("home-theater-in-a-box") têm limitações para se fazer upgrade. São conjuntos destinados basicamente a quem tem pouco espaço na sala e é menos exigente em termos de potência e ajustes. Existem os kits compostos por receiver e conjunto de caixas acústicas, que permitem a troca dos cabos de caixa, do subwoofer ativo ou do próprio receiver. Mas a troca deve ser cuidadosa, respeitando as características das caixas.

Já os kits integrados, que trazem receiver e player no mesmo módulo, impossibilitam substituir qualquer componente. Ou seja, para quem pretende futuramente ampliar o sistema, essa não é uma boa opção.

Se o seu problema é espaço e está feliz com esse tipo de equipamento, uma boa alternativa são os integrados com player Blu-ray. Além de oferecer processadores internos para as trilhas HD dos filmes, muitos contam com visualização de extras dos discos na web (BD-Live) e de sites como YouTube, Picasa etc. Alguns também usam uma rede WiFi para acesso à internet, fotos, vídeos e músicas armazenados num PC, através do protocolo DLNA. E, se o excesso de fios incomoda, é só adquirir um sistema com caixas acústicas traseiras wireless.
Em relação a conexões, os sistemas in-a-box formados por receiver e caixas são mais flexíveis, com boa variedade de entradas digitais e analógicas. Agora, começam a surgir kits integrados com Blu-ray dotados de duas entradas HDMI, para conexão de videogame e de receptor de TV paga. Com isso, você pode ter um home theater de razoável padrão e bom custo-benefício.

A vantagem do amplificador

Para turbinar a potência do home theater, uma boa alternativa é acrescentar um amplificador multicanal. Isso, é claro, se você tiver uma sala ampla (a partir de 30m2). O amplificador funciona conectado, via cabos analógicos RCA, às saídas pré-amplificadas do receiver (5.1 ou 7.1 canais).

Este passa a atuar como pré-amplificador ou processador de surround: processa e aumenta os sinais das fontes (players, videogames e decoders de TV paga, que possuem baixa intensidade) antes de enviá-los ao amplificador. A ele caberá então amplificar os sinais e gerar a potência necessária às caixas.

Há no mercado amplificadores com visual compacto, de marcas como Rotel e Absolute Acoustics, a custos acessíveis e recomendados para esse tipo de aplicação. Uma solução ainda mais refinada é adotar um amplificador mono para cada canal. A dica é verificar com um instalador especializado a configuração mais adequada ao seu ambiente e aos equipamentos (especialmente as caixas acústicas) que você já possui.
 

Fonte: Revista HOME THEATER & CASA DIGITAL

 

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