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Saiba melhorar o som dos seus equipamentos
Publicada em 12/10/2012

Com a digitalização do sinal de áudio surgiram dezenas de aparelhos reprodutores que podem (e devem) se interligar ao home theater. Player Blu-ray, receptor, videogame, media center e smartphone são alguns dos produtos, cuja boa qualidade de áudio somente será obtida se estiverem conectados e processados adequadamente no sistema.

As caixas acústicas têm papel preponderante no resultado final, mas é o receiver A/V a peça chave nesse quebra cabeça. É ele quem será responsável pela conexão de todos os aparelhos, além de pré-amplificar e, finalmente, amplificar os sinais de áudio já processados às caixas. Embora em menor número, as entradas HDMI e digitais de áudio (óptica e coaxial) oferecidas por alguns sistemas integrados de home theater também precisam ser utilizadas, para que o som não seja delegado apenas aos frágeis alto falantes do televisor.

Mas se você se considera um usuário avançado e exigente em busca de maior performance, a recomendação é partir para equipamentos modulares, como pré-amplificador/processador A/V e amplificador multicanal. A seguir, ajudamos você a definir a conexão mais adequada e conseguir o melhor resultado sonoro para suas fontes.

Blu-ray player

Todos os receivers vendidos atualmente incluem processadores Dolby (TrueHD e Digital Plus) e DTS-HD (Master Audio e High Resolution). Isso facilita a aquisição de qualquer Blu-ray player – com ou sem decodificador interno –, uma vez que caberá ao player somente o trabalho de leitura e envio do sinal empacotado do codec, para a decodificação posterior no receiver. Antes, na tela setup do player, o usuário deve ajustar o player para enviar sinal bitstream por HDMI. Com isso, o receiver automaticamente reconhece a trilha HD gravada no disco.

A interligação entre player e receiver deverá sempre ser por cabo HDMI, devido à quantidade de informações trafegadas, resultantes da quantidade de canais (7.1) e da maior taxa de amostragem e resolução, que é de até 192kHz por 24 bits. As conexões digitais óptica e coaxial não aceitam os sinais provenientes de processadores HD, devido à limitação de largura de banda, não do condutor, mas da interface S/PDIF (Sony Philips Digital Interface Format).

DVD player

Os títulos em DVD possuem trilhas gravadas em Dolby Digital, DTS ou PCM, podendo ser decodificados por qualquer receiver, quando realizada a configuração para bitstream na tela menu/setup. Não é raro encontrarmos filmes em DVD com opções de áudio em Dolby Digital Mono, 2.0, 3.0 e PCM estéreo.

Nestes casos, recomenda-se utilizar os processadores Dolby Pro Logic IIx ou DTS Neo:6 disponíveis em todos os receivers e HTBs, que têm como propósito simular a geração dos canais de áudio complementares, inclusive os surrounds traseiros (back) em sistemas 7.1. A conexão com o receiver pode ser feita usando cabo HDMI, óptico ou coaxial.

Receptor de TV a cabo/satélite

Se o seu decoder tiver capacidade de receber sinais de vídeo HD, certamente, haverá uma saída HDMI a ser ligada ao receiver. Caso o decoder tenha apenas saídas digitais óptica e coaxial ou todas as entradas HDMI do seu receiver já estejam ocupadas por outras fontes, dê preferência à conexão óptica.

Além de permitir a passagem dos sinais Dolby Digital 2.0, 5.1 e PCM estéreo, o cabo óptico, por não conduzir pulsos elétricos, inibe o surgimento de ruído de baixa frequência. Esse tipo de interferência pode eventualmente trafegar pelo cabo coaxial (RF) da operadora, chegar ao receiver e ser amplificado às caixas.

Nos filmes com trilha gravada em estéreo, os processadores DPL IIx e DTS Neo:6 são ideais para simular 5.1 e 7.1, enquanto nos canais de música o usuário pode preservar o estéreo original ou utilizar as opções 5CH ou 7CH presentes entre os modos DSP.

Videogame

Os dois videogames de alta definição disponíveis no mercado – Playstation 3 e Xbox 360 – trazem HDMI e saída digital óptica. Basta, portanto, marcar a saída de áudio como bitstream e começar a sentir a ambiência dos jogos em 5.1. No caso do PS3 com seu leitor de discos Blu-ray é mais viável optar pela saída HDMI, por ser a única capaz de conduzir o sinal de áudio dos formatos HD – Dolby TrueHD e DTS-HD MA.

Para tanto, é preciso navegar pelo menu do console até as configurações de áudio, definir a conexão HDMI e os sinais a serem conduzidos, tais como PCM Linear 7.1 e 5.1 canais. Diferente de um Blu-ray player de mesa, o PS3 já decodifica automaticamente as trilhas em HD, enviando ao receiver o sinal em PCM multicanal. Esse é o motivo pelo qual o display dos receivers quando interligados ao console da Sony não apresenta os formatos HD da Dolby e da DTS.

Media player / media center / notebook

Quase todos os media players e media centers trazem saídas HDMI e óptica. A reprodução 5.1 das trilhas dos filmes baixados da internet dependerá basicamente do receiver, visto que a maioria dos media players e media centers apenas leem o formato de gravação da trilha (processo denominado pass through), para em seguida enviar o sinal codificado ao receiver.

Como boa parte dos filmes e shows disponíveis na web é gravada em estéreo, Dolby Digital 5.1 e por último DTS, a conexão digital óptica já dá conta do recado.

CD player / servidor de música

Se o player ou music server for refinado o suficiente para ter um conversor D/A melhor em qualidade que o do receiver, pode-se adotar a conexão estéreo analógica. Mas se você não está seguro quanto ao desempenho do reprodutor, a conexão óptica ou coaxial torna-se a melhor alternativa, pois neste caso o receiver é quem irá converter o sinal digital em analógico para em seguida ser amplificado.

A conexão óptica tem a vantagem de ser imune a qualquer tipo de interferência no sinal de áudio, inclusive em meio a diversos cabos de energia de outros equipamentos. Quanto ao processamento, a escolha é do usuário se prefere ouvir suas músicas em multicanal (DPL IIx, DTS Neo:6, 5CH, 7CH...) ou originalmente em estéreo.

Toca discos

A bola da vez no universo high-end é o retorno dos toca discos de vinil, que basicamente faz uso de terminais estéreo analógicos, a fim de preservar a reprodução fiel de todas as frequências. Na maioria dos receivers há uma entrada estéreo RCA descrita como phono onde deve ser ligado o toca discos.

Caso a impedância na conexão de ambos os aparelhos não sejam condizentes, o que resulta em baixo ganho na intensidade do sinal, é possível conectar um pré-amplificador de phono. Os mais puristas recomendam que a passagem do sinal no receiver seja de modo bypass, ou seja, sem nenhum tipo de processamento digital.

iPod/iPhone e outros smartphones

A presença de entrada USB em diversos produtos de áudio revela que os fabricantes já se ligaram da importância da conectividade direta para players portáteis. Muitos oferecem o dock opcional para ser conectado ao receiver, através de cabo estéreo analógico, digital óptico ou áudio coaxial, enquanto outros produzem sistemas compactos de home theater com o dock integrado. Seja como for, o dock traz como vantagem a praticidade de acoplar o player à sua base, para que o dispositivo tenha sua bateria recarregada e possa ser comandado pelo controle remoto do receiver.

É possível aprimorar sutilmente a qualidade sonora com o uso de recursos de compensação específicos para arquivos de músicas, encontrados em boa parte dos receivers e sistemas integrados atuais. Ou ainda criar uma reprodução multicanal, por meio dos processamentos DPL IIx, DTS Neo:6, e até simular ambiência com o uso de modos DSP.

Fonte: Revista HOME THEATER & CASA DIGITAL

 

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